Meus pecados imundam uma alma já pesada. Pesada como a rocha que Sísifo empurra montanha acima, apenas para vê-la rolar de volta ao ponto inicial. Não fosse a misericórdia divina, já seria certo: eu teria pavimentado a estrada para a minha condenação. Que direi eu, miserável, então? A que protetor recorrerei, quando nem o justo está seguro? Recorda-te, ó piedoso Jesus, de que sou a causa de tua vinda; não me percas naquele dia. Justo Juiz da vingança, concede o dom do perdão antes do dia do acerto final. Gemo como réu; a culpa faz corar meu rosto; poupa, ó Deus, aquele que suplica.